
Geyse Arruda
Menina desnuda
Estudava Turismo
Pensava ser Nudismo
Através da sua faceta
Quase mostrou a boceta.
pouco do que se há para dizer sobre o muito que ainda há de se sentir.

Geyse Arruda
Menina desnuda
Estudava Turismo
Pensava ser Nudismo
Através da sua faceta
Quase mostrou a boceta.

Nos dias de sol, o Homem de Vidro brilha. Os raios atravessam seu corpo sem cor e tornam-se em novos raios coloridos, iluminando o céu e refletindo-se nas nuvens. É um ciclo que a natureza dos meus olhos nunca viu igual, uma roda de cores sem fim que só o Homem de Vidro é capaz de conceber.
O Homem de Vidro é um enigma. Cada movimento seu é um convite ao riso, mesmo quando eu percebo que ele não está se mexendo. Isso costuma acontecer quando já é noite e a luz azul da lua ilumina seus olhos, também azuis. Estes são sempre tão brilhantes que parecem pular, mesmo quando eu fecho meus olhos.
Não entendo como o Homem de Vidro vive, se não existe nada nele. É compacto e transparente, rústico e sem cor, a não ser os olhos azuis. Como respira? Como come? É um bloco de vidro retorcido que não aspira sentimentos, a não ser em mim. Vive sozinho, vagueando pelos espaços entre documentos e prazos, canetas e semáforos… E no meu pensamento. É por lá que ele gosta de passear, ainda mais quando eu não quero pensar em nada.
Toda vez que vejo o Homem de Vidro, tão frio feito vidro, sinto-me mais sozinha ainda. Posso nele ver meu rosto retorcido refletindo em cada centímetro de pele fria. Ele é meu reflexo. Somos tão iguais quanto pai e filha.
Acho que eu sou também de vidro, como ele. Vidro holandês, em língua fria, dessas que até o Diabo respeita ao ver passar.
Levei tiros a queima roupa na garganta e meu coração calou-se. Não tem nada a ver com amor, mas sim com a vida. É água nas mãos que escapa entre os dedos. Vai aos pouquinhos, quase em silêncio. Não cuspo, não grito, não falo, não digo. Não posso. Não consigo.
Bang Bang. Puf. Apaguei.
Hoje faltam exatamente 2 meses para o meu aniversário. Estou aprontando minha wishlist para aqueles que quiserem presentear-me. Já sei que eu não vou ganhar nada disso, mas poxa vida, não custa nada sonhar.
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Livros:
1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer, de Steven Jay Schneider e Livia Almeida;
1000 Pin-Up Girls, de Robert Harrison;
AHA – 10 Maneiras de Libertar Seu Espírito Criativo e Encontrar Grandes Idéias, de Jordan Ayan;
Arte do Planejamento, A – Verdades, Mentiras e Propaganda, de Jon Steel;
Briefing – A Gestão do Projeto de Design, de Peter L. Phillips;
Cinefilô – As Mais Belas Questões da Filosofia no Cinema, do Ollivier Pourriol;
Curso de Propaganda – do Anúncio à Comunicação Integrada, de José Predebon;
Deu Branco! – Criatividade e Redação Publicitária, de Waldemar Ciglioni Junior;
Evolução dos Textos Publicitários, A, de João Anzanello Carrascoza;
Faça Você uma Marca, de Francesc Petit;
Futuro da Propaganda, O – Nova Mídia, Novos Clientes, Novos Consumidores na Era Pós-Televisão, de Joe Cappo;
Grande Milk-Shake e os Canudinhos Mentais, O, de Henrique Szklo;
Grid – Construção e Desconstrução, de Timothy Samara;
Guia Completo da Cor, O, de Adam Branks e Tom Fraser;
História da Arte, de Graça Proença;
Homem Duplicado, O, de José Saramago;
Minutos de Estupidez: um Manual de Autodestruição, de Henrique Szklo;
Pensar com Tipos, de Ellen Lupton;
Prosaico, de Henrique Szklo;
Psicodinâmica das Cores em Comunicação, de Modesto Farina;
Publicidade É um Cadáver Que nos Sorri, A, de Oliviero Toscani;
Raciocínio Criativo na Publicidade, de Stalimir Vieira;
Razão e Sensibilidade no Texto Publicitário, de João Anzanello Carrascoza;
Redação Publicitária – Estudos Sobre Retórica do Consumo, de João Anzanello Carrascoza;
Redação Publicitária – O Que Falta Dizer, de Marco Aurélio Cidade;
Vende-se em 30 Segundos – Manual do Roteiro para Filme Publicitário, de Tiago Barreto;
Viagem do Elefante, A, de José Saramago.
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Brinquedos e Jogos:
Boneca Lola da Long Jump;
X Box 360;
Playstation 3;
Rock Band dos Beatles.
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Cursos:
Oficina do Diabo de Outubro, do Henrique Szklo;
Oficina do Diabo de Novembro, do Henrique Szklo;
Oficina do Diabo de Dezembro do Henrique Szklo.
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Tecnologia e Informática:
Apple IMac Intel Core 2 Duo 4Gb 640Gb Monitor 24″;
IPod Touch Apple 64Gb.

Poesia de uma das minhas maiores referências, Tim Burton.
English:
Her skin is white cloth,
and she’s all sewn apart
and she has many colored pins
sticking out of her heart.
She has many different zombies
who are deeply in her trance.
She even has a zombie
who was originally from France.
But she knows she has a curse on her,
a curse she cannot win.
For if someone gets
too close to her,
the pins stick farther in.
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Português:
Sua pele é de um claro tecido,
Todo costurado e refeito.
Muitos alfinetes coloridos
Despontam-lhe à altura do peito.
Olhos que giram coloridos,
Ela possui dois pares.
Olhos de poderes hipnóticos:
Olhos de apaixonar os rapazes.
Rapazes que coloca em transe,
Como verdadeiros zumbis.
É o caso de um zumbi francês,
Que depois só dizia “Oui, oui”.
Mas ela também tem uma sina
Que jamais pode ser quebrada:
Se alguém dela se aproxima
Seu coração sente as espetadas.
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Donald: Mickey, is it true that you’re cheating on Minnie? Are you fucking crazy?!
Mickey: No, Donald… I’m fucking Daisy.

Todas as quintas-feiras, Christian Petermann, crítico de cinema da Folha de São Paulo, comparece ao programa Todo Seu, apresentado pelo Ronnie Von na TV Gazeta. Sua participação consiste em um quadro com dicas de DVD, novidades do mundo do Cinema e as estréias das bilheterias. Para aqueles que pensam que A Grande Família é a única coisa prestável na TV às quintas à noite e que a Mama Bruschetta é o ápice da TV Gazeta, fica aí uma dica muito valiosa. Devo admitir que o programa Todo Seu é o único que ainda me faz passar mais do que 10min em frente à televisão e Christian Petermann é um dos grandes responsáveis.
Não gosto quando um filho da puta de um desgraçado pega uma câmera, passa a minha frente, pega o MEU roteiro e acha que sabe mais do que eu sobre o meu próprio personagem. Gosto menos ainda quando o ator acha que tem o direito de alterar a cena por se julgar mais capaz do que eu de compreender os sentimentos do MEU próprio personagem, que eu mesma pari.
Porra, dá para amenizar os egos aí, por favor?
Quando eu tinha 6 anos, perguntei à minha mãe o que era camisinha. Ela, meio sem jeito, explicou que era uma “coisa” que os homens usam para “não pegarem doenças”. No dia seguinte, na escola, eu chamei minha amiguinha Érica de canto e perguntei:
- Érica, seu pai usa camisinha?
Ela me olhou, sem saber bem o que dizer. Então, respondeu hesitante:
- N-não.
- Então ele vai morrer.
A menina não parou de chorar até o final do dia.

Bem que mamãe disse que um dia eu encontraria uma boa utilidade para isso.